Estado de Minas – 09 de outubro de 2009
Patrícia Aranha
O líder do PT na Câmara, deputado federal Cândido Vaccarezza (SP), defendeu ontem candidatura única da base aliada do governo Lula à Presidência da República. Segundo ele, se o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) desistir da pré-candidatura ao Planalto, não terá dificuldades em ter o apoio do PT para ser candidato ao governo de São Paulo. “Ciro faz parte do nosso projeto político. Temos tempo para conversar com ele e convencê-lo a apoiar Dilma”, afirmou em Belo Horizonte, onde participou de um jantar de adesão à candidatura à reeleição do presidente do PT mineiro, deputado federal Reginaldo Lopes, na eleição interna do partido.Para Vaccarezza, a eleição de 2010 será plebiscitária, mesmo que haja muitos candidatos. “O povo vai escolher se vai querer continuar com o ritmo que o governo Lula implementou para o Brasil, ou se vai dar um passo atrás. A eleição, mesmo que tenha vários candidatos, será plebiscitária entre quem está com Lula e quem está contra o Lula”, disse.
Na segunda-feira, a ex-ministra do Turismo e uma das pré-candidatas petistas ao governo paulista, Marta Suplicy (PT), disse que Ciro “não tem a ver” com São Paulo. Vaccarezza diz que o mais importante para o PT paulista é garantir uma candidatura que aglutine os partidos aliados ao governo Lula. “No PT de São Paulo, há maioria tranquila. Se o Ciro quiser ser o candidato a governador de São Paulo, ele será, com o apoio de todo o PT”, disse.
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já havia defendido na terça-feira que não houvesse mais de um candidato da base aliada. “O governo tem de ter uma continuidade. Não são dois candidatos. Vai ser um candidato que vai representar o governo”, afirmou. Para o presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes, o fato de Ciro Gomes ter mudado o domicílio eleitoral para São Paulo mostra que o diálogo continua aberto. “Podemos, com ele, ter um palanque forte em São Paulo para a ministra Dilma. Ciro tem o nosso apoio para ser candidato ao governo de São Paulo”, disse. O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel – que faz parte do grupo que assessora a pré-campanha de Dilma – também acredita que Ciro possa reconsiderar a candidatura à Presidência. “O presidente Lula e o PT vão continuar perseguindo a estratégia de ter só uma candidatura, a da ministra Dilma, e convocar todos os aliados, o PSB inclusive, a marchar conosco”, argumentou.
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